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Uma horta agroecológica como ferramenta de ensino e autonomia

Uma horta agroecológica como ferramenta de ensino e autonomia

Preparar e cuidar da terra, entender seu tempo e a participação de cada agente desse processo empodera jovens com necessidades especiais em Osasco.

No post anterior, contamos um pouco a história do CER II Edmundo Burjato, um Centro Especializado em Reabilitação que promove uma série de atendimentos especializados e atividades para 200 jovens com necessidades especiais.

Uma dessas atividades é a Oficina de Meio Ambiente, onde os conviventes têm a oportunidade de cuidar de uma horta, ativar os sentidos e desenvolver a convivência entre si e a natureza. Aliás, em meio urbano, as pessoas em geral estão afastadas da origem e processo das coisas. Fazer uma horta é uma forma de resgatar a conexão das pessoas comas plantas e os ciclos da natureza, é entrar em contato com algo ancestral e essencial: produzir o próprio alimento.

Interagir com esses processos pode ser transformador, pois promove saúde, bem estar,senso de coletividade e incentiva as pessoas a se alimentarem melhor. No CER II Edmundo Burjato, as ações são permeadas pela permacultura e agroecologia, tendo como pilares o cuidado com as pessoas, com a terra, o entendimento de que todos os seres tão importantes no sistema e a compreensão da natureza em ciclos.

Os sabores e saberes de uma horta agroecológica
A agroecologia entende que todos os seres cumprem uma função importante na natureza. Não existem pragas. As formigas, por exemplo, se fazem um formigueiro, descompactam aterra e colaboram para sua regeneração natural. Se estão atacando a horta, estão sinalizando que determinada planta não está saudável, pois o solo não está suprindo suas necessidades. O que devemos fazer, como bons agricultores, não é jogar veneno e matar a formiga, mas sim, agradecer pelo serviço dela, interpretar sua mensagem e fazer algo para melhorar a condição do solo. Solo saudável significa planta saudável. As plantas tidas como ervas daninhas, também são mensageiras que indicam as condições da terra. Muitas delas,inclusive, são comestíveis e de alto valor nutricional, algumas até medicinais, sabia?

Outra conduta, é tentar imitar na horta os princípios da natureza. Ou seja, a biodiversidade(tudo junto e misturado!) e cobertura de solo. Plantas diversas no mesmo canteiro cooperam entre si, cada uma com sua função. A cobertura do solo como matéria orgânica (folhas secas, pseudo caules e folhas de bananeira, palha, material de poda triturado, etc), imita a serapilheira das florestas, a camada principal responsável pelo solo amazônico, garantindo a ciclagem de nutrientes, a umidade da terra, a proteção da vida do solo contra o Sol e evita a compactação causada pelas chuvas diretas.

“Na nossa horta também trabalhamos com ervas medicinais e com PANCs(PlantasAlimentícias Não-Convencionais), aquelas que dificilmente encontramos no mercado e que tem grandes propriedades nutricionais”, nos contou a Thaiza Pedroso, educadora ambiental do CER II. Muitas PANCs são espontâneas e resistentes, injustamente chamadas de “mato”, mas que, antes da urbanização, eram frequentes nos pratos de nossos ancestrais, como a serralha e o dente de leão. Também há outros sabores, como taioba, ora-pro-nobis, vinagreira, capuchinha, almeirão selvagem. “Isso amplia as vivências, paladares e repertório dos conviventes e familiares. Além de poder agregá-las ao cardápio e melhorar significativamente o valor nutricional de cada prato”, completou Thaiza.

Dá até água na boca só de pensar em experimentar sabores diferentes, né? Fica o nosso convite para escolher frutas, verduras, legumes, temperos não-convencionais para cozinhar na próxima refeição. Depois nos conta como ficou, tá? Enquanto isso, nossas ferramentas estão a caminho desse lugar inspirador para aprendermos juntos sobre cada passo dessa horta mágica. Acompanhe o resultado nas nossas redes.

Até logo e bom apetite!

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